Em lugares do mundo onde o inverno é rigoroso e os dias são mais curtos, a chegada da primavera é comemorada com festa! Aqui no Brasil é difícil termos as estações bem definidas, mesmo assim é sempre emocionante ver a natureza começando a brotar.
Saindo do nosso dia-a-dia e passando para o mundo do vinho, é durante esta estação que acontecem alguns dos momentos mais importantes e delicados do ciclo vegetativo da videira. O aumento da temperatura faz a seiva retomar a circulação pelos troncos, o que incentiva o rompimento dos brotos e o aparecimento dos primeiros galhos e folhas da parreira.
É também durante a primavera que os cachos começam a se formar, aparecendo minúsculas flores, chamadas ‘inflorescência’, seguidas pelo surgimento de pequenos bagos que vão amadurecer ao longo do verão.
O maior risco para este período é a ocorrência de geadas que, em climas frios, pode acontecer mesmo durante a primavera e comprometer o desenvolvimento dos brotos pondo em risco a colheita daquele ano. Regiões com climas mais quentes se beneficiam neste caso, mas chuvas intensas também podem afetar a polinização das flores e, em consequência, a formação dos bagos. Não sem motivo a primavera é vista como vital pelos viticultores (nome dado aos agricultores que cuidam dos vinhedos e fazem a colheita das uvas).
Nós consumidores certamente usufruímos desta estação com mais relaxamento e prazer. Os dias são mais quentes, mas ainda há noites frescas, então a diversidade de vinhos que combinam com a primavera é vasta.
Uma boa aposta são os rosés. Feitos com uvas tintas, mas com poucas horas de contato do mosto com as cascas das uvas durante a fermentação, os rosés têm o frescor e delicadeza de um vinho branco com um toque de estrutura do tinto. Raramente passam por madeira e isso certamente contribui para a graça do vinho. Para quem tem preconceitos contra o vinho rosé, chegou o momento de deixar isso de lado. Esqueça os rosés levemente adocicados e aposte no estilo mais seco inspirado na Provence e, para aqueles que têm os perfumes das ervas provençais fixados na memória, podem buscar aromas de alecrim e lavanda nestes deliciosos vinhos.
Os tintos também fazem parte da ‘seleção de primavera’, porém menos encorpados e estruturados que os tintos do inverno. Aqui boas pedidas são os Chiantis, Riojas, Côtes du Rhône ou Cabernets chilenos. Já os brancos podem variar em toda a sua gama, desde leves e refrescantes para os dias mais quentes até os encorpados para as noites mais frescas.
Apesar de ser pouco comum na nossa cultura, esta é a época ideal para fazer piqueniques e, por que não, incluir uma garrafa de vinho para acompanhar as tortas e sanduíches? Se você for daqueles que querem praticidade para esta ocasião, invista nas garrafas fechadas com tampa de rosca (conhecidas como screwcap) e aqui, mais uma vez, o preconceito deve ser deixado de lado. As tampas de rosca são excelentes vedantes para os vinhos que devem ser consumidos jovens, pois preservam o frescor dos seus aromas e sabores, enquanto as rolhas de cortiça encareceriam o produto e as sintéticas tendem a provocar seu envelhecimento precoce.
Sem dúvida, a primavera é encantadora e deveríamos aproveitar que a natureza está em festa para partilhar com ela esta alegria. Eu certamente incluiria uma taça de vinho para dar as boas-vindas à primavera.
Texto por Bianca Veratti DipWSET
SUGESTÃO DE VINHOS
– ROSÉ: Haedus Rosé Côtes de Provence ou Le Jaja de Jau Rosé de Syrah
– TINTO: Uggiano Chianti DOCG ou Aquitania Reserva Cabernet Sauvignon
– BRANCO: Salentein Reserve Chardonnay ou La Haute Févrie Muscadet de Sèvre et Maine
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